Bravo, Miragens!

Para sempre na memória de quem viu o espectáculo na sexta-feira 23 de Julho no SESC Ginástico no centro do Rio de Janeiro. O Miragens levou a sua ginga e brilho numa das maiores salas do Brasil e desfilou o charme da qualidade do teatro angolano deixando a plateia presa na força da sua representação. A queda do edifÃcio da DNIC marcou de forma especial o público pelo facto do Brasil ser uma paÃs onde muitos casos acontecem na cadeias. O público foi fiel aos momentos de drama, vivendo cada etapa da peça com as narrações de como cada uma das detidas foi lá parar assim como as suas ansiedades e espectativas, de igual modo sentiram na carne a paixão e compaixão no desenrolar das cenas.
No final, as mais de quinhentas almas levantaram-se e, durante largos minutos, aplaudiram os actores, assobiaram e deixaram escapar um conhecido elogio teatral: BRAVO! A palavra de carinho de quem sentiu na carne a dor das mulheres que perderam as suas vidas na madrugada de 29 de Março de 2008 quando o então edifÃcio da Direcção Nacional de Investigaçao Criminal desabou. “Ó cara, fiquei chorando o tempo todo”. Disse um brasileiro visilemente emocionado.
No desenrolar do espectáculo, os espectadores mais adultos, por aguns momentos, esqueceram-se que se tratava de uma peça de teatro e gritaram para os bombeiros, dando indicações sobre onde deveriam posicionar-se e salvar quem Eles viam e os (actores) bombeiros não chegavam. A arte transformou-se num (verdadeiro) momento real na mente de muitos.
Assim termina mais uma passagem do Miragens por um palco internacional levando na bagagem os aplausos intermináveis dos brasileiros e uma forte palavra de reconhecimento: BRAVO!
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Comentários
2 Comentários para “Bravo, Miragens!”
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Ola…
Eu tive o gosto de assisteir a peça, no Sesc ginastico, confesso que superaram as minhas expectativas. Fiquei muito comovida com os acontecimentos da madrugada de 29 de Março de 2008.
Amei o Elenco, é um povo mto alegre, cheio de vida e atitude. Espero voltar a ve-los de forma a matar as saudades que crescem neste pobre e humilde coração MOÇAMBICANO…
Um abraço…
SAUDADES
Emelda Adelaide Macamo (Nina)
Ficamos felizes por saber que, afinal o nosso trabalho não tem sido em vão. Obrigado e felicidades.