CrÃtica teatral esteve em debate no festival de lÃngua portuguesa
Editado em 24 Julho, 2010
![]()
“A imprensa no universo teatral da lÃngua portuguesa†foi tema de debate terça-feira, no espaço Sesc – Teatro Arena, no Rio de Janeiro, destinado aos participantes do Festival de Teatro de LÃngua Portuguesa (Festlip 2010) e estudantes universitários brasileiros do curso de crÃtica de teatro.
Moderada por Tânia Brandão, historiadora e professora de teoria do teatro e colaboradora do jornal O Globo, a mesa de debate foi composta por Daniele Ãvila (Brasil), crÃtica de teatro, tradutora e mestranda em história social da cultura, António Bequengue, jornalista angolano e crÃtico de teatro, João Costa Dias (Portugal), jornalista da RDP Ãfrica, Rui Pina Coelho (Portugal), mestre em estudos de teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Rosa Langa (Moçambique), jornalista e escritora.
Durante o debate os participantes falaram das suas experiências sobre a crÃtica de teatro, no caso de Tânia Brandão, António Bequengue, Daniele Ãvila e Rui Pina Coelho, e sobre cobertura de manifestações teatrais, no caso os jornalistas João Costa Dias, realizador do único programa dedicado à s artes dramáticas em Portugal, e Rosa Langa.
No debate ficou patente que a crÃtica de teatro é um espaço de debate, entre o crÃtico, as personagens da peça e os espectadores, sendo o trabalho do crÃtico o de tradução das suas ideias sobre um determinado espectáculo dramático.
Ficou subjacente que o crÃtico traduz as diferentes linguagens do teatro para a linguagem da vida, razão pela qual os crÃticos têm de ser fluentes nas novas linguagens que o teatro inventa constantemente. Mas a “lÃngua mãe†do teatro é a linguagem dos nossos leitores. É nessa lÃngua que se tem de reanimar as novas formas de teatro, tornando-as não apenas reconhecÃveis e perceptÃveis, mas também apelativas ao público. O teatro tem imensas formas de expressão e emprega constantemente novas formas.
Na segunda e terça-feira, os participantes ao Festlip 2010 tiveram uma acção de formação denominada “Oficinas teatrais – Processo criativo do actorâ€, ministrada pela actriz portuguesa e directora da companhia “A Barracaâ€, no espaço Sesc – Teatro Arena. Quarta-feira, os actores lusófonos participaram em duas vitrinas culturais, no espaço Sesc – Teatro Arena, a primeira denominada “Vivência teatral com encenadores do Festlip 2010†e a segunda “Iluminação Cénicaâ€, com Valmyr Ferreira.
Ontem à noite, o Teatro Sesc Teatro foi cenário da realização da mesa de debate “O diálogo do teatro dos paÃses de lÃngua portuguesaâ€, com o dramaturgo especializado em teatro dos paÃses lusófonos, com moderação do dramaturgo e roteirista Bosco Brasil.
Programação do teatro
Depois de três dias a participarem em acções de formação e mesas de debates, os actores lusófonos voltam a entrar em cena a partir de hoje até domingo, nos cinco espaços reservados ao Festlip 2010. A companhia de moçambicana “Gungu†voltou a encenar ontem, à s 19 horas (23 horas em Angola), no Teatro Sesc Ginástico, a peça “A Demissão do sô ministroâ€. A peça “Filhas da Mãe – Fantasias eróticas das mulheres portuguesasâ€, do grupo Binólogos de Portugal, é exibida em duas sessões, à s 19 e à s 21 horas, no Sesc Casa da Gávea. A Caixa Cultural – teatro Nelson Rodrigues,é palco de “Chovem amores na rua do matador†pelo grupo “Trigo Limpo†de Portugal. O grupo angolano “DadaÃsmo†fechou o seu ciclo de exibições, ontem no Teatro Sesc da Tijuca, com a peça “OlÃmiasâ€. O grupo Barracão Cultural, do Brasil, entra em cena hoje no Espaço Sesc Teatro Arena, com o espectáculo “A mulher que riâ€.
Fonte: jornaldeangola
» Guardado em Notícias | Deixar Comentário
Bravo, Miragens!
Editado em 24 Julho, 2010

Para sempre na memória de quem viu o espectáculo na sexta-feira 23 de Julho no SESC Ginástico no centro do Rio de Janeiro. O Miragens levou a sua ginga e brilho numa das maiores salas do Brasil e desfilou o charme da qualidade do teatro angolano deixando a plateia presa na força da sua representação. A queda do edifÃcio da DNIC marcou de forma especial o público pelo facto do Brasil ser uma paÃs onde muitos casos acontecem na cadeias. O público foi fiel aos momentos de drama, vivendo cada etapa da peça com as narrações de como cada uma das detidas foi lá parar assim como as suas ansiedades e espectativas, de igual modo sentiram na carne a paixão e compaixão no desenrolar das cenas.
No final, as mais de quinhentas almas levantaram-se e, durante largos minutos, aplaudiram os actores, assobiaram e deixaram escapar um conhecido elogio teatral: BRAVO! A palavra de carinho de quem sentiu na carne a dor das mulheres que perderam as suas vidas na madrugada de 29 de Março de 2008 quando o então edifÃcio da Direcção Nacional de Investigaçao Criminal desabou. “Ó cara, fiquei chorando o tempo todo”. Disse um brasileiro visilemente emocionado.
No desenrolar do espectáculo, os espectadores mais adultos, por aguns momentos, esqueceram-se que se tratava de uma peça de teatro e gritaram para os bombeiros, dando indicações sobre onde deveriam posicionar-se e salvar quem Eles viam e os (actores) bombeiros não chegavam. A arte transformou-se num (verdadeiro) momento real na mente de muitos.
Assim termina mais uma passagem do Miragens por um palco internacional levando na bagagem os aplausos intermináveis dos brasileiros e uma forte palavra de reconhecimento: BRAVO!
» Guardado em Palavras do Director | 2 Comentários
Miragens encantador e encantado
Editado em 22 Julho, 2010

O Miragens pisou mais um palco internacional, concretizando uma meta que torna mais firme os seus objectivos no mundo do teatro e na lusofonia em particular. Depois da estreia da peça “4 e 30″, a organizaçao reservou uma conversa directa com os encenadores para compreender os caminhos por que cada Companhia passou até chegar aos palcos do Brasil. A dissertação do Miragens silenciou a plateia de profissionais da arte de representar e tornou a peça mais interessante, chegando mesmo a receber o convite de uma das mais conceituadas companhias de teatro de Ãfrica, no caso, o Ngungú de Moçambique. As negociaçoes já estao a caminhar a bom rÃtmo.
Outra realidade prende-se com o pedido do DVD contendo as imagens da peça em causa, uma vez que muitos querem levar para os seus paÃzes as imagens teatrais que narram a queda do edifÃcio da DNIC que se transformou num facto histórico na madrugada de 29 de Março de 2008. É assim que o Miragens vai consolidando os seus feitos ,atraindo ao seu redor técnicos e profissionais do mais elevado nÃvel, mostrando que Angola tem um nome a ser respeitado quando se fala de teatro.
As amizades e a traca de serviços futuros são outra vertente que se concretiza com muito êxito no FESTLIP. Desde modo, uma vez mais a peça “4 e 30″ deixa uma marca indelével em solo internacional, neste caso, Brasil, terra que nos dá uma liçao interminável em como um Estado deve gerir a sua cultura, pois, as salas se teatro estão em todos os cantos, assim como taxis, azul e branco circulam em Luanda. É caso parea dizer: Teremos saudades de voltar a pisar o chão e admirar as estruturas de verdadeiras salas de teatro que desafiam equipas técnicas, actores e directores a irem até onde o limite da imaginaçao se perder.
Um dia, Deus há-de querer, que tenhamos também salas e possamos exibir com orgullho as nossas peças e dizer o que disse o Director da Companhia de Moçambique, Gilberto: ” Queremos realizar o festival em Maputo. Temos salas”.
Fim de citação.
» Guardado em Palavras do Director | Deixar Comentário
Rio de Janeiro é a capital do teatro da lusofonia
Editado em 17 Julho, 2010
![]()
A cidade do Rio de Janeiro está transformada desde quarta-feira e até ao próximo dia 25 na capital do teatro da lusofonia, ao acolher a terceira edição do Festival Internacional de Teatro de LÃngua Portuguesa (Festlip’2010).
A cerimónia da abertura do festival, que este ano homenageia a directora portuguesa do grupo Barraca, Maria do Céu Guerra, teve lugar no Teatro SESC Ginástico, onde a homenageada recebeu das mãos de Tânia Pires, directora artÃstica e de Produção do Festlip, o troféu do festival, como reconhecimento do seu trabalho em prol do teatro de lÃngua portuguesa.
Na ocasião, a actriz Maria do Céu Guerra agradeceu a distinção e disse que apesar dos lusófonos terem culturas diferentes e estarem espalhados por vários continentes “é necessário aproximar mais o teatroâ€.
Orgulhosa pelo facto de reunir grupos dos oito paÃses lusonofos, Tânia Pires, directora artÃstica e de produção do Festlip, disse na cerimónia de abertura que o festival serve de intercâmbio das culturas dos paÃses que falam português.
“O teatro é a cultura viva da nossa civilização. Estamos todos a participar num projecto que evidencia a criação, a identidade própria, as caracterÃsticas diversas. Isto abre uma vitrina para o teatro no mercado de trabalho, o conhecimento artÃstico entre estas nações e para uma verdadeira cooperação dos paÃses da CPLPâ€, destacou. Maria do Céu Guerra acrescentou que o resultado visÃvel é a integração, este ano, de São Tomé e PrÃncipe e Timor-Leste: “bem-vindos São Tomé e Timor-Leste. Declaro aberto, oficialmente, o Festlip 2010â€, disse Tânia Pires.
A cerimónia foi seguida pelo espectáculo “Chovem amores na rua do matadorâ€, do grupo português Trigo Limpo, numa representação para os convidados.
O espectáculo do grupo Trigo Limpo volta à cena nos dias 17, 18 e 22, na Caixa Cultura – Teatro Nelson Rodrigues e narra a estória de Baltazar Fortuna que regressa a Xigovia para matar saudades dos seus ex-amores: Mariana Chubichuba, Judite Malimali e Ermelinda Feitinha. Num sonho, as três dizem-lhe que ele já está morto dentro delas.
Fundado em 1976, o grupo Trigo Limpo vem-se afirmando como uma companhia teatral que desenvolve a integração entre as diferentes linguagens artÃsticas e do espectáculo, como forma de potenciar uma intervenção teatral experimental, criativa e socialmente integrada numa intervenção cultural comunitária.
A cerimónia da abertura do festival teve a presença de personalidades do mundo lusófono no Brasil e patrocinadores, com destaque para o adido cultural da embaixada de Angola no Brasil, Carlos Lamartine.
Hoje, o programa do Festlip inclui a exibição dos grupos “A Barraca†de Portugal, com a peça “Agosto – Contos emigraçãoâ€, à s 19 horas locais (23 horas em Angola) no Teatro SESC Ginástico, Grupo Teatral do Mindelo, Cabo Verde, com “Androginiaâ€, em duas sessões à s 19 e 21 horas, no teatro SESC Casa da Cávea, Companhia de Teatro Kudumba, Moçambique, com “Só cheira borrachaâ€, na Caixa Cultural – Teatro Nelson Rodrigues, Grupo Arte Lorosae, Timor-Leste, com Saramau, à s 20 horas, no teatro SESC Tijuca, e teatro Meridional, Portugal, com “Contos em viagem-Cabo Verdeâ€, à s 21 horas, no espaço SESC Teatro Arena.
Ontem entraram em cena os grupos “A Barracaâ€, de Portugal, “Companhia de Teatro Novo Ato†e “Os fofos encenamâ€, do Brasil, “Fôlô Blagiâ€, de São Tomé, e o grupo “Oprimidoâ€, da Guiné-Bissau.
Exposição fotográfica e mostra de culinária
os cinco espaços cénicos que recebem as sessões de teatro do Festlip acolhem desde quinta-feira, até 25 do corrente, nos dias dos espectáculos, uma exposição fotográfica intitulada “Teatro Sem Fronteiraâ€.
A exposição fotográfica, que este ano integra o Festlip, é o registo da oficina teatral itinerante conduzida de Outubro a Dezembro do ano passado pela actriz brasileira Tânia Pires nos oito paÃses da CPLP, onde reuniu grupos de diversas formações para encenar textos de Ibsen.
No restaurante Cozinha Contemporânea decorre desde ontem e até ao dia 25, uma mostra de culinária denominada “O Sabor da LÃngua Portuguesaâ€. Os pratos especialmente criados pela chefe Joana Carvalho são inspirados na cultura e culinária dos paÃses que falam a lÃngua portuguesa.
Idealizado pela Talu Produções, o Festlip tem como objectivo unir os paÃses que falam português e disseminar a cultura por meio do teatro.
FONTE: Jornaldeangola-online
» Guardado em Notícias | Deixar Comentário
A música angolana presente no FESTLIP
Editado em 9 Julho, 2010

Para além do teatro, que parece ser o objectivo principal do Festival de Teatro de Língua Portuguesa, outras actividades estão agendas em paralelo, de entre as quais a música.
Angola far-se-á presente pelo músico Abel Dueré.
Abel Duërë deixou a região de Benguela, em Angola, com sonho semelhante ao de milhares de garotos brasileiros. Queria ser jogador de futebol e cantor de samba. No sugestivo bairro do Feijão Mistura, onde morava, conheceu a música dos negros, dos mestiços e dos brancos. Em especial, agradavam-lhe os fados cantados pela mãe branca e os cantos de lavadeiras entoados pela mãe preta. Abel veio para o Brasil e recebendo incluências da música baiana, ratificou a sua identidade, em busca de um diálogo que unisse as influências dos seus paÃses-chaves: Angola, Brasil e Portugal. Com estes ingredientes, os seus álbuns tazem músicas em português e também em dialeto.
Além do seu trabalho artÃstico, o cidadão africano coordena a criação da Casa de Angola, para atender a cerca de dois mil angolanos que vivem na Favela da Maré no Rio, inclusive com incentivo para a música e a dança.
» Guardado em Notícias | Deixar Comentário




